Estado participa de ação que fortalece trilhas de longo curso e turismo comunitário no Litoral

Evento Travessia do Superagui integra conservação ambiental e valorização das comunidades caiçaras. A atividade reúne gestores públicos e técnicos para vivenciar, na prática, os desafios e oportunidades das trilhas de longo curso.
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13/05/2026 - 11:00
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A Secretaria de Estado do Turismo (Setu) e o Instituto Água e Terra (IAT) participam entre os dias 11 e 16 de maio da "Travessia do Superagui", evento estratégico de estruturação de trilhas de longo curso no litoral paranaense. Organizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a ação percorre trajetos na Ilha do Superagui, focando no desenvolvimento sustentável e na preservação da Mata Atlântica.

A atividade reúne gestores públicos e técnicos para vivenciar, na prática, os desafios e oportunidades das trilhas de longo curso.

Para o secretário de Estado do Turismo, Luciano Bartolomeu, a iniciativa reafirma o Paraná como um destino que combina hospitalidade profissional e organização. “Nossa participação reforça o compromisso do Paraná em estruturar produtos turísticos que respeitem o meio ambiente e a experiência do visitante. A organização, segurança e transparência fazem com que o paranaense e os visitantes de fora escolham ficar no Paraná, sabendo que aqui encontrarão um destino profissional, sustentável e, acima de tudo, ético”, afirmou.

De acordo com a diretora de Gestão, Sustentabilidade e Qualificação do Turismo da Setu, Tatiana Nasser, a Secretaria desempenha um papel fundamental na consolidação desses caminhos como produtos turísticos viáveis. “Esse produto que está sendo criado é voltado tanto para o turista quanto para o próprio paranaense. Nossa equipe está acompanhando o processo para garantir que tenhamos profissionais capacitados na gestão dessas rotas”, disse.

A programação incluiu palestras sobre manejo sustentável e oficinas de sinalização e manutenção de trilhas. A coordenadora de Gestão e Sustentabilidade do Turismo da Setu, Alessandra Xavier, explicou que o evento inclui o percurso de travessia para que os gestores possam compreender a experiência real do trilheiro. “É um trabalho direcionado para que quem define as trilhas possa vivenciar a jornada do visitante, do manejo à logística de pernoite”.

INTEGRAÇÃO E MANEJO AMBIENTAL – A chefe da Divisão de Compensação Ambiental e Uso Público do IAT, Isabel Cristina dos Santos, explica que o objetivo central é a conectividade entre diferentes áreas de preservação. “O IAT faz a gestão de duas unidades de conservação no entorno: o Parque Estadual da Ilha das Cobras e o Parque Estadual da Ilha do Mel e essa capacitação visa promover a estruturação e a conectividade das trilhas de longo curso”, afirmou.

Além da conservação da biodiversidade, o IAT destaca que a estruturação dessas rotas funciona como um vetor de desenvolvimento econômico regional. Através do manejo sustentável e da sinalização adequada, busca-se fortalecer a biodiversidade e a geração de renda das comunidades, envolvendo diretamente os moradores locais na prestação de serviços. “É fundamental que os gestores vivenciem essa experiência na prática”, afirmou Isabel.

TURISMO DE BASE COMUNITÁRIA E PEABIRU – Um dos pilares da Travessia do Superagui é o fortalecimento do Turismo de Base Comunitária (TBC). O percurso conecta comunidades tradicionais caiçaras, gerando oportunidades de renda por meio de hospedagem, alimentação e serviços de condução, valorizando a cultura local.

O projeto está diretamente alinhado à Rota Turística Caminhos do Peabiru, iniciativa do Governo do Estado que resgata antigos caminhos indígenas para promover a integração regional e a conservação ambiental. “Trabalhamos na consolidação dessas rotas de longo curso como um eixo de desenvolvimento que une cultura, história e natureza”, acrescentou Tatiana Nasser.

CONECTIVIDADE E INFRAESTRUTURA – Além da vivência prática, o evento serviu para diagnosticar necessidades de infraestrutura, como pontos de apoio, comunicação e manejo de resíduos. A integração entre Paraná, São Paulo e Santa Catarina é considerada estratégica para consolidar uma grande rede de trilhas conectadas, transformando a conservação ambiental em um ativo econômico para o Litoral.

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